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Helena Vilares, da Natura, destaca técnica, profundidade e escuta ativa como pilares do RI estratégico
Helena Vilares, da Natura, destaca técnica, profundidade e escuta ativa como pilares do RI estratégico
No IR Talks da MZ, executiva compartilha sua trajetória do sell side ao RI e reforça a importância de conectar narrativa, números e tomada de decisão
A MZ, com apoio do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI), apresentou mais um episódio do IR Talks, o primeiro talk show do mercado de capitais. Conduzido por Cássio Rufino, sócio executivo da MZ, o programa recebeu Helena Vilares, diretora de Relações com Investidores e financeiro da Natura, para uma conversa sobre carreira, narrativa financeira, preparação para resultados, comunicação com investidores e o papel estratégico do RI dentro das companhias.
Logo no início do episódio, Cássio trouxe o conceito de metanarrativa financeira, definido como a ciência de construir, controlar e escalar a narrativa que o mercado conta sobre uma empresa. A partir desse ponto, a conversa avançou para um tema central: narrativa sem método é apenas discurso, e discurso sem resultado não sustenta valuation.
Do sell side ao RI: mudança de perspectiva
Helena iniciou sua carreira em banco, na área de sell side, atuando como analista de empresas e acompanhando de perto companhias abertas, investidores e movimentos de mercado. A transição para o RI aconteceu em um momento importante da Natura, durante o processo de simplificação da companhia.
Segundo ela, estar do lado corporativo trouxe uma visão muito mais profunda sobre tomada de decisão, comunicação e estratégia. Mais do que analisar uma empresa de fora, o RI exige mergulho no negócio, entendimento dos desafios internos e capacidade de traduzir tudo isso para o mercado com clareza.
Menos adjetivos, mais técnica
Um dos principais pontos do episódio foi a visão de Helena sobre a comunicação em Relações com Investidores. Para ela, o profissional de RI precisa usar menos adjetivos e mais fundamentos técnicos.
Em vez de dizer que uma estratégia é “boa” ou que a companhia está “confiante”, o RI deve apresentar o racional, os números, os riscos, as oportunidades e permitir que o investidor forme sua própria opinião.
A executiva também reforçou que a narrativa precisa estar alinhada com a realidade da companhia. Quando o discurso não conversa com a execução, a comunicação perde força e credibilidade.
Preparação, resultados e antecipação de perguntas
Helena destacou que o resultado trimestral é um dos principais momentos de comunicação com o mercado. Para ela, o earnings release deve ser usado não apenas para explicar o passado, mas também para contextualizar perspectivas futuras de forma pública, clara e igualitária.
Na preparação para calls de resultados, a executiva defende um exercício importante: ler o material com o olhar do investidor, identificar possíveis dúvidas e antecipar perguntas difíceis.
Segundo Helena, a melhor defesa é não esperar o ataque. O profissional de RI precisa entender o que o mercado está dizendo, acompanhar pares, mapear críticas e já chegar preparado para explicar pontos sensíveis antes mesmo que eles sejam questionados.
Investor Day e comunicação com densidade
Durante a conversa, Helena também falou sobre a importância do Investor Day como ferramenta estratégica de comunicação. Para ela, o evento precisa ter conteúdo relevante, foco e densidade.
Mais do que realizar apresentações longas, a companhia deve priorizar mensagens centrais, temas estratégicos e profundidade. Quando há muitos assuntos importantes, mini eventos temáticos também podem ser uma alternativa eficiente para manter a atenção do investidor e aprofundar discussões específicas.
O RI como ponte entre mercado e companhia
Na reta final do episódio, Helena deixou uma mensagem clara para os profissionais de RI: a área não pode apenas levar informações da empresa para o mercado. É preciso também trazer as percepções do mercado para dentro da companhia.
Investidores e analistas acompanham setores, ciclos e empresas com profundidade. Por isso, perguntas, críticas e provocações feitas em reuniões podem gerar análises internas relevantes e até apoiar decisões estratégicas.
Para Helena, o RI estratégico é aquele que escuta, questiona, aprofunda e conecta. Ele entende o negócio, traduz a companhia para o mercado e leva inteligência externa para a alta liderança..
Considerações finais: método, escuta e credibilidade
A participação de Helena Vilares no IR Talks reforça que Relações com Investidores é uma área cada vez mais estratégica. Em um mercado mais exigente, volátil e atento à coerência entre discurso e execução, o RI precisa dominar o negócio, comunicar com técnica e sustentar a narrativa com dados.
Mais do que divulgar resultados, o profissional de RI deve construir pontes, antecipar dúvidas e transformar informação em confiança.
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Marketing MZ
marketing@mzgroup.com | (11) 99419-3110
Cássio Rufino é COO da MZ, empresa líder em soluções para relações com investidores. Graduado em Administração de Empresas pelo Mackenzie, possui pós-graduação em Finanças Corporativas pelo Insper e MBA Executivo em Finanças pela mesma instituição. É especialista em comunicação financeira e criador do método dos 3Cs, que já ajudou dezenas de RIs a gerar mais valor através da comunicação financeira.
Sobre a MZ
A MZ é líder global em soluções de comunicação para Relações com Investidores, transformando a forma como as empresas se conectam com seus públicos estratégicos. Por meio de tecnologia avançada e uma equipe altamente especializada, fornecemos as melhores ferramentas para fortalecer a transparência e a confiança das empresas junto aos investidores. Acreditamos que uma comunicação eficiente é a chave para a construção de relações duradouras e para o sucesso no mercado de capitais.