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A importância dos Relatórios de Sustentabilidade e Relatos Integrados

Equipe Comunicação Externa & Pesquisa

Em um ambiente empresarial cada vez mais orientado pela transparência, pela sustentabilidade e pela responsabilidade social, os Relatórios de Sustentabilidade e os Relatos Integrados despontam como instrumentos estratégicos essenciais para as companhias abertas. 

Pensando nisso, a MZ, cujo foco é empoderar o profissional de RI, seja com tecnologia de ponta e atendimento excepcional, ou por meio da disseminação de conteúdos relevantes, divulgou o Estudo Relatórios de Sustentabilidade e Relatos Integrados Arquivados na CVM em 2024, revelando que, ao longo de 2024, 187 empresas de 20 setores arquivaram tais documentos na Comissão de Valores Mobiliários (a famosa CVM), reforçando um movimento de institucionalização da agenda ESG no Brasil. Para além de atender a obrigações regulatórias, esse esforço representa uma poderosa ferramenta de narrativa e posicionamento no mercado, desempenhando papel central na redução do custo de capital das companhias.

Nesse contexto, o profissional de Relações com Investidores (o também famoso RI) torna-se protagonista na articulação entre os interesses da empresa e as expectativas do mercado. É ele quem traduz as estratégias e resultados, não apenas financeiros, mas também socioambientais, em mensagens claras, consistentes e atrativas aos diversos stakeholders. 

 

O panorama dos relatórios de sustentabilidade no Brasil em 2024

De acordo com o Estudo, 187 companhias arquivaram Relatórios de Sustentabilidade e/ou Relatos Integrados na CVM ao longo de 2024, com destaque para os setores Imobiliário e Varejo, que juntos representaram quase 20% dos documentos enviados à CVM. O número, embora robusto, representa uma queda de 4,6% em relação a 2023, evidenciando desafios e oportunidades na adesão das empresas brasileiras à agenda ESG.

Vale destacar que, das empresas que arquivaram esses documentos, 94,7% pertencem à Categoria A da CVM — aptas a negociar valores mobiliários em mercados regulamentados — e 66,3% integram o Novo Mercado da B3, o mais elevado padrão de governança corporativa no país. Tal correlação evidencia que empresas que investem em governança também são as que mais se comprometem com a prestação de contas e a transparência, aspectos centrais na construção de uma narrativa sólida e confiável.

Do total de documentos arquivados, 80,3% foram Relatórios de Sustentabilidade e 19,7% Relatos Integrados. Este dado reforça a preferência do mercado brasileiro pelo modelo tradicional de reporte ESG, mas também aponta uma gradual evolução rumo ao relato integrado, que promove uma visão holística do negócio, reunindo informações financeiras e não financeiras, fundamentais para uma análise mais completa do valor da empresa.

 

A importância da narrativa ESG na construção do valor corporativo

Os relatórios analisados pelo estudo são muito mais do que um compêndio de dados; eles constituem o elemento central da narrativa corporativa, especialmente na comunicação com investidores. Esses documentos respondem à crescente demanda do mercado por transparência, responsabilidade e propósito, aspectos que se tornaram determinantes nas decisões de investimento.

Nesse processo, o profissional de RI atua como o curador da narrativa corporativa, selecionando e organizando as informações mais relevantes para assegurar que a empresa transmita ao mercado uma imagem coerente com sua estratégia e valores. A habilidade de transformar relatórios técnicos em mensagens claras e impactantes é determinante para influenciar positivamente a percepção do mercado e consolidar a reputação da empresa.

Essa percepção não é meramente intangível. A presença das empresas que arquivaram relatórios nos principais índices da B3 é significativa: 34,8% fazem parte do IBOVESPA, 46% do SMLL, 34,8% do ISE e 30,5% do IDIVERSA. A relação entre transparência, boas práticas ESG e inclusão em índices de mercado é direta e cada vez mais reconhecida por investidores institucionais e fundos de investimento, que buscam reduzir riscos e alinhar seus portfólios a padrões sustentáveis.

 

A narrativa ESG como fator de redução do custo de capital

O alinhamento entre narrativa ESG e desempenho financeiro não é apenas uma tese acadêmica, mas uma constatação prática com impactos diretos sobre o custo de capital das empresas. O Estudo aponta que, em 2024, apesar de um cenário desafiador para os mercados — com desempenhos negativos dos índices e quedas expressivas nas ações de diversos setores — a construção de uma narrativa sólida, especialmente por meio dos relatórios de sustentabilidade, se consolidou como uma ferramenta estratégica para mitigar riscos, atrair investidores e preservar valor.

Em 2025, observa-se uma reversão desse quadro: todos os principais índices, como o ISE (+18,7%) e o IDIVERSA (+18,4%), apresentaram desempenhos positivos até abril, revelando que o mercado passou a valorizar ainda mais empresas comprometidas com a sustentabilidade. Empresas que transmitem segurança e clareza sobre sua estratégia ESG, por meio de relatórios bem elaborados, conquistam maior confiança de analistas e investidores, o que naturalmente se traduz em prêmios de risco mais baixos e, portanto, em menor custo de captação de recursos.

O profissional de RI, nesse contexto, desempenha um papel essencial: ele é o elo entre a produção técnica dos relatórios e a percepção de mercado. Sua atuação vai além da simples divulgação documental — envolve planejamento estratégico de comunicação, escolha dos canais adequados, elaboração de apresentações e materiais complementares, além do relacionamento contínuo com analistas e investidores.

 

Mais que compliance

Com a entrada em vigor da obrigatoriedade de divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade a partir de 2026, conforme regulamentação da CVM, a atuação do profissional de RI será ainda mais crítica. Caberá a ele garantir a conformidade regulatória, coordenando a elaboração dos relatórios dentro dos prazos e padrões exigidos, e assegurando que as informações divulgadas reforcem a consistência da narrativa empresarial.

Adicionalmente, a gestão de canais de comunicação, como o website de RI, o envio de mailings para investidores e a produção de materiais audiovisuais, integra um escopo cada vez mais complexo e interdependente, em que o profissional de RI assume o papel de gestor da experiência do investidor.

 

O impacto setorial da divulgação dos relatórios

O estudo revela ainda nuances importantes na adoção dos relatórios por setores. Por exemplo, 100% das empresas do setor de Agricultura, Açúcar e Álcool arquivaram exclusivamente Relatórios de Sustentabilidade, enquanto setores como Mineração e Educação apresentaram maior equilíbrio entre Relatórios de Sustentabilidade e Relatos Integrados.

Além disso, destaca-se o compromisso com padrões internacionais: 95% dos Relatórios de Sustentabilidade aderiram às normas GRI, e uma parcela crescente já observa também os padrões ISSB, indicando o esforço das empresas brasileiras em alinhar-se às melhores práticas globais. Essa aderência amplia a comparabilidade e a credibilidade das informações perante investidores internacionais, reforçando novamente o papel do RI como agente de integração com o mercado global e potencializador da atratividade da empresa.

 

Performance das ações e volume negociado: indicadores de percepção e valor

Outro dado relevante extraído do estudo é a relação entre a divulgação de relatórios e o desempenho das ações. Em 2024, apenas 5 dos 20 setores apresentaram desempenho positivo, mas, em 2025, 19 setores mostraram recuperação expressiva, com destaque para o setor de Educação (+70,4%).

O papel do profissional de RI é decisivo também nesse aspecto, pois ele atua na gestão da percepção do mercado, promovendo interações proativas com analistas e investidores e monitorando constantemente os impactos da divulgação dos relatórios sobre a cotação e liquidez das ações.

 

Concluindo em um parágrafo ou mais 

O Estudo sobre os Relatórios de Sustentabilidade e Relatos Integrados arquivados na CVM em 2024 comprova a evolução contínua das empresas brasileiras rumo a uma maior transparência e responsabilidade corporativa. Essa tendência consolida os relatórios ESG como ferramentas imprescindíveis não apenas para a conformidade regulatória, mas principalmente para a construção de uma narrativa corporativa robusta, que impacta diretamente a percepção de risco e retorno por parte dos investidores.

Neste cenário, o profissional de Relações com Investidores assume um protagonismo incontestável. Ele é o arquiteto da narrativa que conecta estratégia empresarial, desempenho ESG e expectativas do mercado, potencializando a atratividade da empresa e contribuindo para a redução do custo de capital. Sua atuação estratégica, alinhada ao uso de tecnologias inovadoras e ao atendimento das novas demandas regulatórias, será determinante para que as companhias brasileiras avancem na consolidação de práticas de governança sustentáveis e na ampliação de seu acesso a capital competitivo.

Assim, mais do que nunca, investir na capacitação, na estruturação e no fortalecimento das equipes de Relações com Investidores é um imperativo para as empresas que desejam liderar a nova economia — mais transparente, sustentável e orientada ao propósito.

Esperamos ter ajudado com informações sobre esse Estudo que consideramos muito importante para as companhias e para o universo de RI. Para saber mais sobre ele, clique aqui e acesse a página do Estudo. Qualquer dúvida, já sabem, estamos por aqui, sempre à disposição! 😉

 

Equipe Comunicação Externa & Pesquisa MZ

 

Sobre a MZ

A MZ (www.mzgroup.com.br) é o maior player global independente e o líder em soluções de relações com investidores (RI).

A Companhia, fundada em 1999, ultrapassou a marca de 2.000 websites publicados, servindo atualmente mais de 800 empresas e gestoras de investimento em 12 bolsas de valores.

Com o propósito de empoderar estratégias de RI, a MZ entrega tecnologias inovadoras e atendimento excepcional aos clientes, assegurando parcerias de longo prazo.

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